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Jorge Fortunato
Carioca apaixonado pelo Rio de Janeiro. Um cara batalhador, apreciador da arte, que curte muito viajar e conhecer pessoas interessantes.
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Dia festivo


(Theatro Municipal - início do século XX)

Hoje comemoramos 100 anos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Orgulho de nossa cidade e palco mais importante da América Latina. Frequento a casa há 20 anos e tem sido uma alegria constante. Daqui a pouco vou à Cinelândia para visitar o templo sagrado das artes e amanhã contarei tudo que vi e ouvi. Se vocês puderem, não deixem essa festa passar em branco. Durante todo o dia estão programados diversas apresentações, sem contar a visita às obras de restauração. Viva a cultura e a arte! Viva o Theatro Municipal!

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

os 120 dias de sodoma


A companhia de teatro "Os Satyros" está fazendo uma temporada aqui no Rio de Janeiro, no Teatro Sérgio Porto. Trouxeram 3 espetáculos: "A Filosofia na alcova", "Justine" e "Os 120 dias de Sodoma". Ontem (12/07), fui conferir "Os 120 dias de Sodoma". A companhia existe há 20 anos e faz grande sucesso com seus espetáculos. "Os 120 dias de Sodoma" está em cartaz desde maio de 2006. O espetáculo trata das questões filosóficas e políticas colocadas pela obra do Marquês de Sade, em um contexto brasileiro de corrupção e decadência das instituições sociais. Por conta disso, os personagens são Ministros, Juízes, Bispos e toda corja do poder, e são chamados de libertinos. Além destes, temos as pobres vítimas dos libertinos, jovens que são submetidos a todo tipo de tortura sexual. Antes de o espetáculo começar, alguém da produção do grupo alerta à platéia sobre o espetáculo que vai ser apresentado, diz que as cenas são muito fortes e que se alguém quiser pode sair antes de começar ou até mesmo durante o espetáculo. Depois desse aviso, uma agitação é percebida entre os presentes. Risos nervosos e ninguém sai da sala. O espetáculo conta com um narrador que vai apresentando os personagens e vai pontuando os diversos ciclos e as loucuras dos libertinos. A companhia conta com atores experientes e tantos outros novatos, mas muito envolvidos com o trabalho. A cenografia é simples, um tatame com desenho e um pequeno palco com tapete vermelho e um piano, onde é executada ao vivo a trilha sonora do espetáculo. Os figurinos são apenas razoáveis, tentando evocar a época do marquês de Sade, misturados com outros mais modernos, quando utilizados pelas vítimas. Digo isso, pois várias vezes o elenco está nu. Não cabe aqui destacar esta ou aquela interpretação, mas podemos dizer que o trabalho do grupo é uniforme e todos que estão em cena parecem estar cientes do que estão fazendo, embora tenha faltado um pouco mais de maldade e crueldade na interpretação dos libertinos. "Os 120 dias de Sodoma" serviu para conhecer a companhia, mas não acredito que seja o melhor trabalho dos Satyros.
Em tempo: 3 pessoas saíram no meio do espetáculo

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

pizza


foto: Wikipédia

E tudo vai acabar em pizza... quem já não ouviu essa frase? Ainda mais aqui em nossa querida e idolatrada salve salve, terra mãe gentil... Brasil! Mas não falemos de cpi's, escândalos e outros babados fortes. Hoje é o dia da Pizza! Parece que isso foi ideia de algum paulista, ao menos foi isso que andei lendo - aqui. Desde 10 de julho de 1985, dia do encerramento de um concurso realizado em São Paulo, as redondinhas são festejadas. E viva a Pizza.
Sempre gostei de pizza, desde criança. Aquela fatia quentinha, saindo fumaça a mussarela derretendo. Como bom carioca, jogava um pouco de mostarda e catchup em cima e pronto, que delícia! Paulistas não me joguem pedra, sei que para vocês isso é um sacrilégio... Eu ainda trago na minha lembrança gastronômica, o sabor das pizzas caseiras de sardinha, massa alta e crocante que era saboreada nos lanches da tarde. Junto com o sabor vem as lembranças dos tempos da infância e adolescência... tempos bons, eu era magro, podia comer uma pizza inteira e nada acontecia...
A pizza, muitas vezes, era a motivação para um programa com os amigos: "depois a gente vai comer uma pizza...". Nos tempos de dureza, lembro bem disso, era uma mesa enorme, uma pizza gigante ou tamanho família e apenas uma fatia para cada pessoa.... e que diversão! Os garçons ficavam irritados, e a gente lá, conversando e conversando ...
O tempo passa, tudo muda e, hoje, a pizza tem que ter um selo DOC, tem gente que se diz "entendido" do assunto etc e tal.
E como pizza tem tudo a ver com São Paulo, no início do mês de junho, estive na cidade e conheci uma ótima pizzaria no Bexiga, chamada Speranza. Quem me levou lá foi minha querida amiga Letícia Castro, que conheci através do diHITT.
Foi um programa bem paulistano, regado a bom papo, vinho e uma boa pizza. Segundo a Letícia a Speranza é uma das melhores de São Paulo. Eu provei e aprovei.
Depois de tanto falar, vamos à luta, não deixe de comer a sua pizza hoje!

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